{"id":268,"date":"2012-09-26T18:23:49","date_gmt":"2012-09-26T21:23:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/?p=268"},"modified":"2014-04-15T14:25:11","modified_gmt":"2014-04-15T17:25:11","slug":"coxinha-na-motocicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/coxinha-na-motocicleta\/","title":{"rendered":"Coxinha na motocicleta"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/img_logo_br.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1454\" alt=\"img_logo_br\" src=\"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/img_logo_br.jpg\" width=\"286\" height=\"135\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Continuando a narrar as teorias (ou lendas) a respeito da origem da g\u00edria paulistana \u201ccoxinha\u201d, chegamos a um uso que muitos consideram como o primeiro deles e que eu, at\u00e9 pouco tempo, desconhecia. O uso da g\u00edria \u201ccoxinha\u201d no contexto dos motoclubes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cCoxinha\u201d, no ambiente de um motoclube, \u00e9 o termo utilizado para designar o motociclista que tem excesso de zelo com sua motocicleta. Tal excesso acabaria levando-o a n\u00e3o usar a motocicleta \u2013 evitando os dias de sol para n\u00e3o estragar a pintura e os de chuva pelo mesmo motivo. O \u201ccoxinha\u201d, ent\u00e3o, embora sempre presente nas reuni\u00f5es e festejos do motoclube (ou encontros de motoclubes), jamais participa de viagens longas (pelo menos n\u00e3o de motocicleta) e, portanto, n\u00e3o seria um membro ativo no motoclube (ou pelo menos, n\u00e3o seria um membro ativo do motoclube \u201cna estrada\u201d, o que, afinal, \u00e9 o que interessa).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse excesso de zelo com a motocicleta seria reflexo de um excesso de zelo com a vida como um todo. Por isso, o \u201ccoxinha\u201d tamb\u00e9m possui outras caracter\u00edsticas que se op\u00f5em ao estilo de vida aventureiro de seus companheiros de motoclube, por exemplo, o fato de s\u00f3 usar brincos de press\u00e3o (assim n\u00e3o \u00e9 preciso furar a orelha) e de s\u00f3 fazer tatuagem de henna (assim n\u00e3o \u00e9 preciso furar a epiderme). Logo, j\u00e1 que coxinha implica em n\u00e3o ser um verdadeiro membro do motoclube, pode-se entender o sentido depreciativo de seu uso pelos motociclistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o \u00e9 atoa que eu n\u00e3o conhecia o termo. Afinal, n\u00e3o sei pilotar motocicletas e nas poucas vezes nas quais andei de garupa ainda n\u00e3o apreciei muito. O mais pr\u00f3ximo que j\u00e1 cheguei de um motoclube foi ter ficado hospedado no mesmo hotel que um grupo de membros. E, pelas conversas, se eu tivesse gasto tanto dinheiro com uma m\u00e1quina, certamente a trataria como faz um coxinha&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas, por que <i>coxinha?<\/i> Porque os motociclistas escolheram a designa\u00e7\u00e3o desse popular salgado para aplicar a tais casos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">A explica\u00e7\u00e3o que encontrei \u00e9 que, na verdade, <i>coxinha<\/i> seria uma corruptela de <i>coxia<\/i>: (segundo a Wikipedia): \u201c<i>A coxia ou bastidores \u00e9 o lugar situado dentro da caixa teatral &#8211; mas fora de cena\u201d<\/i>. O termo passou a ser usado por alguns membros do motoclube, por que, a coxia era o local onde os amigos dos artistas (que acompanhavam a trupe, mas n\u00e3o se apresentavam) ficavam. Ou seja, aqueles que acompanham a trupe (mas, n\u00e3o faziam parte da trupe) ficam na coxia ou v\u00e3o de coxia. Assim, os motociclistas que apenas acompanham o motoclube, n\u00e3o tomando parte das viagens, ou seja, da atra\u00e7\u00e3o principal do motoclube, ficam na coxia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Continuando a narrar as teorias (ou lendas) a respeito da origem da g\u00edria paulistana \u201ccoxinha\u201d, chegamos a&#8230;","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-268","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1562,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions\/1562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}