{"id":299,"date":"2012-11-26T18:20:58","date_gmt":"2012-11-26T21:20:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/?p=299"},"modified":"2014-04-15T13:34:41","modified_gmt":"2014-04-15T16:34:41","slug":"america-latina-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/america-latina-aqui\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rica Latina? Aqui?"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/img_logo_br.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1454\" alt=\"img_logo_br\" src=\"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/img_logo_br.jpg\" width=\"286\" height=\"135\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><i>Miguelito<\/i>. Quando estava na universidade (p\u00fablica) era assim que nos refer\u00edamos de forma pejorativa (\u00e9, n\u00e3o \u00e9 muito bonito, mas eu cheguei a usar esse termo uma vez ou outra, especialmente durante o contexto que mencionarei ao fim do texto&#8230;) aos estudantes estrangeiros oriundos da Am\u00e9rica Latina. Ou melhor, era assim que nos refer\u00edamos aos estudantes estrangeiros oriundos dos demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Afinal, n\u00f3s brasileiros tamb\u00e9m somos latino-americanos (todos n\u00f3s) sem dinheiro no bolso (a maioria de n\u00f3s, pelo menos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas, ent\u00e3o, se somos origin\u00e1rios de uma cultura latina e estamos localizados na Am\u00e9rica, por que nos utilizamos de um termo pejorativo para definir os \u201cdemais\u201d latino-americanos? Por que, de todos os lugares, isso aconteceria justamente em uma universidade (bem conceituada), onde, em teoria, todos saberiam de nossa localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e de nossas origens culturais (al\u00e9m dos aspectos hist\u00f3ricos)?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo com o surgimento do Mercosul que levou a um aumento dos neg\u00f3cios e das oportunidades e do interc\u00e2mbio cultural e estudantil entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, mesmo com o ensino da l\u00edngua espanhola em grande parte das escolas da rede p\u00fablica de ensino, mesmo com o aumento de alunos matriculados em <a href=\"http:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/espanhol-cursos-sao-paulo.php\">Aulas de Espanhol em S\u00e3o Paulo<\/a> e em todo o Brasil, mesmo com tudo isso j\u00e1 existindo, um termo pejorativo fazia-se presente e fazia-se ouvir para os estrangeiros latino-americanos. Mesmo em uma universidade considerada de excel\u00eancia. Mesmo em um curso normalmente ligado a ideais progressistas e bolivarianos (uni\u00e3o dos povos latino-americanos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Porque, no fundo, no \u00edntimo &#8211; geografia e cultura de lado &#8211; Am\u00e9rica Latina s\u00e3o os outros. Sempre que ouvimos falar em <i>Latinidad<\/i>, pensamos em argentinos, mexicanos, peruanos, caribenhos e outros, mas, nunca \u2013 pelo menos n\u00e3o sem algum esfor\u00e7o \u2013 em n\u00f3s, brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Como piada, nessa mesma universidade, respondia a alguns de meus amigos dispostos a discutir a integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina que tal fato jamais aconteceria, n\u00e3o por causa de algum tipo de influ\u00eancia nefasta dos Estados Unidos ou da Comunidade Europeia, mas por causa da <i>Copa Libertadores da Am\u00e9rica <\/i>(a Liga dos Campe\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul). Pois, era nos jogos desse campeonato que os argentinos (e outros, mas principalmente os argentinos) hostilizavam os jogadores e torcedores brasileiros, eram nesses jogos que ouvimos nossos compatriotas serem chamados de <i>macaquitos<\/i> e, foi durante um desses jogos, que eu &#8211; mesmo sendo eu pr\u00f3prio membro de uma minoria dentro do espa\u00e7o universit\u00e1rio \u2013 cunhei a express\u00e3o <i>miguelito<\/i> s\u00f3 apita para <i>miguelito<\/i> como uma nova forma de xingar os ju\u00edzes desse torneio (\u00e9 claro que nada disso justifica o preconceito embutido em minha express\u00e3o e a ideia, n\u00e3o muito impl\u00edcita, de que eles n\u00e3o possuem individualidade).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 claro que eu n\u00e3o acreditava (e ainda n\u00e3o acredito) que um campeonato de futebol seja a causa principal da nega\u00e7\u00e3o de nossa parte da latinidade brasileira. Acreditava sim, como ainda acredito, que as ofensas gritadas, os c\u00e2nticos de batalha entoados nos est\u00e1dios, as confus\u00f5es e as agress\u00f5es entre jogadores, \u00e1rbitros, cartolas e torcedores (de ambos os lados) s\u00e3o sintomas e n\u00e3o causas. Por\u00e9m, era verdade que n\u00e3o acreditava na possibilidade do ideal bolivariano (pelo menos em curto e m\u00e9dio prazo), por motivos completamente diferentes, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguelito. 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