{"id":3824,"date":"2020-01-06T18:11:43","date_gmt":"2020-01-06T21:11:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/?p=3824"},"modified":"2020-01-08T11:17:49","modified_gmt":"2020-01-08T14:17:49","slug":"o-galego-e-o-portugues-sao-a-mesma-lingua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/o-galego-e-o-portugues-sao-a-mesma-lingua\/","title":{"rendered":"O Galego e o Portugu\u00eas S\u00e3o a Mesma L\u00edngua?"},"content":{"rendered":"<p>Portugu\u00eas e galego, os dois hoje s\u00e3o considerados por alguns a mesma l\u00edngua e por muitos um idioma diferente, que fica entre a nossa l\u00edngua querida falada no Brasil, Portugal, Angola, Mo\u00e7ambique, etc. e o espanhol.<\/p>\n<p>Desde que morei em Mo\u00e7ambique, no long\u00ednquo ano de 2008, criei uma rela\u00e7\u00e3o de envolvimento com o portugu\u00eas, o que pode ser representado em uma momento (que foi eternizado em uma foto).<\/p>\n<div id=\"attachment_3827\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CIMG3306-e1578345007527.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3827\" class=\"wp-image-3827\" src=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/CIMG3306-700x525.jpg\" alt=\"\" width=\"715\" height=\"536\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3827\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um belo dia est\u00e1vamos sentados na varanda de casa eu, brasileiro, um mo\u00e7ambicano chamado Sabino e um amigo espanhol, origin\u00e1rio de A Corunha na Espanha, chamado Gonzalo (ou Gon\u00e7alo em portugu\u00eas e em Galego Internacional) e Jo\u00e3o Celestino, um portugu\u00eas de Lisboa.<\/p>\n<p>Nesse instante tive um &#8220;click&#8221; porque todos n\u00f3s fal\u00e1vamos portugu\u00eas e ent\u00e3o eu percebi e comentei:<\/p>\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Uau, cada um de um peda\u00e7o do mundo e todos nos comunicando no mesmo idioma&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da\u00ed por diante me amor pelo o meu idioma nativo s\u00f3 aumentou, e a curiosidade pela sua origem e formas de falar aumentou. Em 2013 me mudei para a Argentina, e falando espanhol constantemente tamb\u00e9m me fez a entender ainda mais a l\u00edngua portuguesa e como ela surgiu e evoluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>+Leia Mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/bo-dia-galego-portugues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bo D\u00eda! Isso N\u00e3o \u00e9 Portugu\u00eas Errado, Isso \u00e9 Galego, a L\u00edngua Irm\u00e3 do Portugu\u00eas.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de muita curiosidade e procura pela internet, somadas a uma viagem para a Gal\u00edcia na Espanha em 2019, local que fala o idioma GALEGO, fez com que eu come\u00e7asse a seguir alguns perfis de Twitter e YouTube falando mais sobre essa l\u00edngua.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">Queres aprender a escrever em galego internacional e est\u00e1s perdida? Aqui che vam v\u00e1rios livros que podes encontrar gr\u00e1tis online j\u00e1 mesmo!<\/p>\n<p>\u2014 em galego | #CarvalhoCalero \ud83e\udd82 (@emgalego) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/emgalego\/status\/901843530338971648?ref_src=twsrc%5Etfw\">August 27, 2017<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n<p><strong>SIM queridas e queridos, esse v\u00eddeo est\u00e1 sendo falado em GALEGO e n\u00e3o em portugu\u00eas!<\/strong><br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JYZTH6GFzbg\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IWkLGlW6cJc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Ent\u00e3o nesse fim de semana que passou li esse texto, questionando se o galego e o portugu\u00eas n\u00e3o s\u00e3o a mesma l\u00edngua, por\u00e9m como varia\u00e7\u00f5es na escrita e na fala.<\/p>\n<p>Leia-o e tire as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>B\u00f4nus (ou b\u00f3nus em Portugual)<\/strong><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/334211929\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/334211929\">Pacto de irma\u0303os. Os prim\u00f3rdios da l\u00edngua escrita<\/a> from <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/user90628149\">PACTO DE IRM\u00c3OS<\/a> on <a href=\"https:\/\/vimeo.com\">Vimeo<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por<\/strong> <a href=\"https:\/\/certaspalavras.pt\/author\/translatability\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Neves<\/a>.<\/p>\n<h3>O galego e o portugu\u00eas s\u00e3o a mesma l\u00edngua?<\/h3>\n<p>Esta \u00e9 uma pergunta muito curiosa, porque raramente se faz em Portugal. Podemos viver, neste pa\u00eds, uma vida inteira descansados e felizes (tanto quanto o pequeno rect\u00e2ngulo nos permite) sem que nos entre pelos ouvidos um eco que seja desta batalha lingu\u00edstica.<\/p>\n<p>E, no entanto, ali acima do Minho, h\u00e1 uma discuss\u00e3o ac\u00e9rrima sobre a nossa pr\u00f3pria l\u00edngua!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mas o que se passa? Para um portugu\u00eas, a quest\u00e3o da divis\u00e3o das l\u00ednguas \u00e9 bastante clara: n\u00f3s falamos portugu\u00eas. Os espanh\u00f3is falam espanhol. Os franceses falam franc\u00eas. Podemos acenar com a mir\u00edade de confus\u00f5es que desmancham a limpeza do nosso mapa lingu\u00edstico. N\u00e3o importa: a quest\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, pelo menos no que toca \u00e0 nossa l\u00edngua: portugu\u00eas \u00e9 portugu\u00eas. Qual \u00e9 a d\u00favida?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o e o galego? Dir\u00e3o muitos: \u00abChama-se galego, n\u00e3o se chama? Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 portugu\u00eas. Ainda por cima soa a espanhol\u2026\u00bb<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, no caso de l\u00ednguas muito pr\u00f3ximas, os nomes que lhes damos n\u00e3o s\u00e3o um bom crit\u00e9rio para avaliar a diversidade ou a unidade das ditas. Vejamos dois casos\u2026<\/p>\n<p>Rumamos a Val\u00eancia<br \/>\nComecemos pela situa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica na Comunidade Valenciana.<\/p>\n<p>Em Val\u00eancia, para l\u00e1 do espanhol, h\u00e1 outra l\u00edngua oficial, denominada no Estatuto de Autonomia como \u00abvalenciano\u00bb.<\/p>\n<p>Ora, a grande discuss\u00e3o l\u00e1 por terras de Val\u00eancia \u00e9 esta: ser\u00e1 o valenciano um outro nome para o catal\u00e3o? Ou ser\u00e1 uma l\u00edngua pr\u00f3pria? Note-se que os valencianos \u2014 aqueles que falam a l\u00edngua \u2014 n\u00e3o mudam de maneira de falar de acordo com aquilo que pensam sobre a quest\u00e3o. Por outro lado, a compreens\u00e3o m\u00fatua entre valencianos e catal\u00e3es est\u00e1 assegurada.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, que consequ\u00eancias tem esta discuss\u00e3o? Tem algumas. Por exemplo, os defensores duma l\u00edngua valenciana separada n\u00e3o aceitam que se apresentem aos alunos livros da literatura catal\u00e3 nas aulas de valenciano; afinal, \u00e9 uma l\u00edngua separada. J\u00e1 os valencianos que defendem o valenciano como outro nome para o catal\u00e3o acham muito bem que se estudem obras catal\u00e3s nas salas de aula de Val\u00eancia. Depois, temos a norma: os que defendem a separa\u00e7\u00e3o entre as l\u00ednguas defendem uma ortografia e um l\u00e9xico que se afastam propositadamente da ortografia oficial catal\u00e3 e do l\u00e9xico usado na Catalunha.<\/p>\n<p>J\u00e1 os catal\u00e3es, diga-se, consideram o valenciano como outra forma da sua pr\u00f3pria l\u00edngua e, nas escolas, as obras valencianas s\u00e3o dadas nas aulas de literatura catal\u00e3. Basta pensar em Tirant lo Blanc, uma das obras mais famosas da literatura nesta l\u00edngua, escrita pelo valenciano Joanot Martorell.<\/p>\n<p>Quem estiver interessado em saber mais sobre as tens\u00f5es que se escondem por tr\u00e1s do nome que se d\u00e1 a uma l\u00edngua, comece por ler o livro Quem fala a minha l\u00edngua? (Atrav\u00e9s, 2013), uma colec\u00e7\u00e3o de ensaios de v\u00e1rios autores sobre este assunto.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil criar uma l\u00edngua<br \/>\nOlhando para a nossa l\u00edngua, antes de nos abalan\u00e7armos para a discuss\u00e3o que est\u00e1 no t\u00edtulo deste pequeno texto, rumemos ao Brasil.<\/p>\n<p>Teria sido poss\u00edvel, no momento da independ\u00eancia, criar uma l\u00edngua nova. Bastava integrar na norma algumas formas populares do portugu\u00eas brasileiro (falo do vocabul\u00e1rio e estruturas gramaticais), estabelecer uma nova ortografia e criar o nome de \u00abl\u00edngua brasileira\u00bb. Pronto: estava feito.<\/p>\n<p>Note-se: num mundo alternativo em que o Brasil tivesse criado uma l\u00edngua brasileira, ningu\u00e9m teria mudado a maneira de falar no momento da decis\u00e3o. Os brasileiros continuariam a mesma l\u00edngua, mas dar-lhe-iam outro nome. Claro que aquilo que falavam seria facilmente distingu\u00edvel do portugu\u00eas de Portugal, mas isso tamb\u00e9m acontece na nossa vers\u00e3o do mundo, em que o nome da l\u00edngua \u00e9 o mesmo. Independentemente do nome da l\u00edngua, portugueses e brasileiros foram falando, escrevendo e desenvolvendo a l\u00edngua \u00e0 dist\u00e2ncia de um oceano e com influ\u00eancias diversas.<\/p>\n<p>Este afastamento n\u00e3o \u00e9 suficiente para que deixemos de nos compreender \u2014 e tamb\u00e9m n\u00e3o seria no mundo alternativo em que o Brasil tivesse criado a tal l\u00edngua brasileira. O nome que se d\u00e1 \u00e0 l\u00edngua e a cria\u00e7\u00e3o de uma norma aut\u00f3noma n\u00e3o cortam, de imediato, a possibilidade de comunicar. Nem de imediato, nem durante muito tempo\u2026 Mas criam, claro est\u00e1, uma barreira mental e pol\u00edtica que alimenta o distanciamento lingu\u00edstico.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, temos a dist\u00e2ncia e a indiferen\u00e7a, mas a l\u00edngua \u00e9 ainda vista como comum por grande parte de portugueses e brasileiros (quando pensam nisso) e as duas normas ainda est\u00e3o muito pr\u00f3ximas. Assim, h\u00e1 leitura de alguns livros brasileiros nas escolas portuguesas, ouvimos os brasileiros na televis\u00e3o sem precisar de legendas, n\u00e3o traduzimos livros de literatura brasileira (embora, em certo tipo de livros, se note algum tipo de adapta\u00e7\u00e3o) e conversamos bem uns com os outros, para l\u00e1 das picardias t\u00edpicas de povos pr\u00f3ximos e de algum medo do Brasil que uns quantos portugueses apresentam como sintoma de alguma inseguran\u00e7a (digo eu). A l\u00edngua continua a divergir, mas continuamos a aproveitar as proximidades \u2014 o que se faz de forma muito mais saud\u00e1vel quando n\u00e3o h\u00e1 imposi\u00e7\u00f5es de unidades artificiais.<\/p>\n<p>Portanto: o nome da l\u00edngua pode sublinhar diferen\u00e7as ou manter uma unidade decidida para l\u00e1 do uso real da l\u00edngua. Com diferen\u00e7as compar\u00e1veis \u00e0s diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas de Portugal e o portugu\u00eas do Brasil (provavelmente, as diferen\u00e7as at\u00e9 ser\u00e3o menores), alguns valencianos pretendem criar uma l\u00edngua separada. Mas claro que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 estritamente pol\u00edtica: \u00e9 pol\u00edtica e \u00e9 tamb\u00e9m emocional\u2026<\/p>\n<p>E enquanto discutimos os nomes e as divis\u00f5es, as l\u00ednguas, na boca dos falantes, v\u00e3o mudando ao seu ritmo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Como muda uma l\u00edngua?<br \/>\nAs l\u00ednguas avan\u00e7am pelo tempo de forma espantosa: conversamos com os nossos filhos e eles criam a complexa maquinaria mental necess\u00e1ria para produzir, continua e maravilhosamente, a mesma l\u00edngua dos pais, com todo o intrincado e ca\u00f3tico sistema de h\u00e1bitos e regras mais ou menos l\u00f3gicas a que chamamos \u00abportugu\u00eas\u00bb.<\/p>\n<p>Na escola, tomamos consci\u00eancia de algumas dessas regras, aprendemos a ler e a escrever \u2014 o que \u00e9 outra maquinaria um pouco mais artificial, mas tamb\u00e9m mais dif\u00edcil de aprender \u2014 e aprendemos a organizar o discurso, a seguir algumas regras de etiqueta lingu\u00edsticas e, quando a coisa corre bem, a debater uns com os outros com civismo e proveito \u2014 tudo important\u00edssimo, mas bem menos espantoso que a aprendizagem inicial da l\u00edngua toda. Pelo caminho, tamb\u00e9m aprendemos a aproximar a nossa m\u00e1quina lingu\u00edstica daquilo que \u00e9 mais normal na sociedade em que vivemos \u2014 aproximamo-nos da norma, pois ent\u00e3o.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina que temos na cabe\u00e7a nunca \u00e9 igual \u00e0 dos nossos pais: afinal, n\u00f3s ouvimos a l\u00edngua dos pais, dos amigos, dos familiares, dos professores, das pessoas na televis\u00e3o, das pessoas na rua\u2026 \u00c9 desse magma lingu\u00edstico que extra\u00edmos a informa\u00e7\u00e3o para criar a nossa m\u00e1quina lingu\u00edstica. E funciona! A maneira como o c\u00e9rebro humano consegue este feito ainda n\u00e3o est\u00e1 compreendida por completo, mas l\u00e1 que \u00e9 espantosa, sem d\u00favida que \u00e9.<\/p>\n<p>A interac\u00e7\u00e3o entre o que aprendemos dos pais e aquilo que ouvimos na escola, os textos a que somos expostos, a nossa pr\u00f3pria vida\u2026 \u2014 tudo isto leva a que a l\u00edngua esteja sempre a mudar. Vemos isto na pron\u00fancia, no vocabul\u00e1rio, nas conota\u00e7\u00f5es e nas defini\u00e7\u00f5es das palavras. H\u00e1 um livro sobre os mecanismos que est\u00e3o por tr\u00e1s da mudan\u00e7a lingu\u00edstica que recomenda aos interessados: Words on the Move, de John McWhorter. Embora o livro seja sobre o ingl\u00eas, aquilo que aprendemos vale para todas as l\u00ednguas: todas mudam, excepto as l\u00ednguas mortas.<\/p>\n<p>A l\u00edngua muda, pois ent\u00e3o \u2014 mas muda devagar. As crian\u00e7as aprendem a recriar a m\u00e1quina lingu\u00edstica dos pais de maneira bastante mais correcta do que imaginamos \u2014 o que se passa \u00e9 que \u00e9 muito mais f\u00e1cil notar as pequenas diferen\u00e7as, que irritam muita gente, do que sublinhar a incr\u00edvel continuidade da l\u00edngua ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>O galego e o portugu\u00eas<br \/>\nE chegamos ao galego \u2014 isto porque o galego \u00e9 uma prova de que a l\u00edngua muda, mas muito devagar. Quando Portugal se tornou independente, j\u00e1 se falava em toda a Galiza de ent\u00e3o algo que reconhecer\u00edamos como a nossa l\u00edngua. No momento da independ\u00eancia, criou-se uma barreira pol\u00edtica entre Portugal e aquilo que restou da Galiza. \u00c9 claro que esta barreira era muito mais porosa do que pensamos hoje em dia \u2014 afinal, n\u00e3o houve guardas civis a vigiar a fronteira durante s\u00e9culos e s\u00e9culos \u2014, mas ningu\u00e9m desmente que os portugueses come\u00e7aram a viver como comunidade separada dos territ\u00f3rios vizinhos.<\/p>\n<div id=\"attachment_3825\" style=\"width: 736px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/686px-Localizaci\u00f3n_de_Galicia.svg_.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3825\" class=\"wp-image-3825\" src=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/686px-Localizaci\u00f3n_de_Galicia.svg_.png\" alt=\"\" width=\"726\" height=\"548\" srcset=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/686px-Localizaci\u00f3n_de_Galicia.svg_.png 686w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/686px-Localizaci\u00f3n_de_Galicia.svg_-250x189.png 250w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/686px-Localizaci\u00f3n_de_Galicia.svg_-120x91.png 120w\" sizes=\"(max-width: 726px) 100vw, 726px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3825\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: <a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/9\/9e\/Localizaci%C3%B3n_de_Galicia.svg\/686px-Localizaci%C3%B3n_de_Galicia.svg.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Wikipedia<\/a><\/p><\/div>\n<p>Pois bem: apesar desta barreira com mais de 800 anos, aconteceu uma coisa espantosa. Se, no s\u00e9culo XIX, ouv\u00edssemos os galegos a falar, aquilo que sairia da boca deles ainda era algo muito parecido com o portugu\u00eas sem que ningu\u00e9m tivesse criado escolas, dicion\u00e1rios ou gram\u00e1ticas para manter a proximidade da l\u00edngua dum lado e doutro da fronteira. A l\u00edngua que os contempor\u00e2neos de Afonso Henriques falava mudou, mas mudou t\u00e3o lentamente que, muitos s\u00e9culos depois, as popula\u00e7\u00f5es dum lado e doutro daquela que \u00e9 uma das fronteiras mais antigas da Europa ainda conversavam sem esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o que o leitor repare naquilo que acabei de dizer: uma das fronteiras mais antigas da Europa divide popula\u00e7\u00f5es que, ap\u00f3s 800 anos de separa\u00e7\u00e3o, ainda conseguem conversar sem grande esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o conhece, na pr\u00e1tica, esta proximidade, tem uma boa forma de come\u00e7ar a explor\u00e1-la: olhe para os verbos galegos e portugueses, como fez Fernando Ven\u00e2ncio no artigo \u00abUm bom \u2018mergulho\u2019 no idioma: Verbos exclusivos de galego e portugu\u00eas\u00bb.<\/p>\n<p>Ora, foi tamb\u00e9m no s\u00e9culo XIX que surgiram os movimentos de reivindica\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria das l\u00ednguas de Espanha, faladas na rua, mas esquecidas na escrita, num movimento que tem paralelo nos muitos movimentos de cariz nacionalista desse s\u00e9culo. (Para evitar confus\u00f5es, conv\u00e9m dizer que o nacionalismo oitocentista n\u00e3o \u00e9 uma mania dos bascos, catal\u00e3es e galegos \u2014 inclui tamb\u00e9m os nacionalismos com Estado, como o espanhol, o italiano, o alem\u00e3o, o portugu\u00eas\u2026 Foi nesse s\u00e9culo que muitos dos mitos nacionais foram criados e foi s\u00f3 ent\u00e3o que a Na\u00e7\u00e3o, assim com letra grande, come\u00e7ou a suplantar o soberano como sustenta\u00e7\u00e3o do Estado.)<\/p>\n<p>Na Galiza, o movimento teve como nome Rexurdimento e teve como figura maior Rosal\u00eda de Castro. A hist\u00f3ria \u00e9 longa e n\u00e3o cabe aqui, mas note-se: os galegos, no s\u00e9culo XIX \u2014 e estamos a falar de praticamente todos os galegos \u2014 sabiam falar galego e este galego era mesmo muito parecido com o portugu\u00eas falado do outro lado da fronteira, embora houvesse pouco reconhecimento m\u00fatuo dessa proximidade.<\/p>\n<p>Os galegos sabiam falar galego, mas n\u00e3o sabiam escrever a l\u00edngua. Aqueles que sabiam escrever, escreviam em castelhano. Quando come\u00e7aram a surgir as obras em galego \u2014 a l\u00edngua dos av\u00f3s, que h\u00e1 s\u00e9culos n\u00e3o era escrita a norte da fronteira \u2014, os galegos usaram uma ortografia com forte influ\u00eancia castelhana.<\/p>\n<p>Pois, ao longo do s\u00e9culo XX, aconteceram algumas coisas curiosas: o galego continuou a ser falado, mas o castelhano foi ganhando for\u00e7a (os motivos s\u00e3o muitos: basta pensar na escolaridade da popula\u00e7\u00e3o, na televis\u00e3o em espanhol\u2026). J\u00e1 em Portugal, a l\u00edngua come\u00e7ou a uniformizar-se. Cri\u00e1mos uma ortografia nacional em 1911 (sim, s\u00f3 ent\u00e3o tivemos uma ortografia est\u00e1vel), as escolas e os meios de comunica\u00e7\u00e3o social espalharam o portugu\u00eas-padr\u00e3o por todo o pa\u00eds e a l\u00edngua come\u00e7ou a mudar de forma r\u00e1pida entre as gera\u00e7\u00f5es tomando como norma um portugu\u00eas baseado no que se fala em Lisboa, bastante longe da fronteira com a Galiza. Ainda hoje conseguimos ver como a l\u00edngua \u00e9 diferente entre os av\u00f3s e netos minhotos: os av\u00f3s est\u00e3o mais pr\u00f3ximos dum portugu\u00eas com uma sonoridade que os galegos reconhecem como pr\u00f3xima da sua, enquanto os netos t\u00eam a l\u00edngua a deslizar em direc\u00e7\u00e3o a um lisboeta com sabor nortenho.<\/p>\n<p>Na Galiza, depois do final do franquismo, o galego tornou-se oficial. Foi ent\u00e3o que surgiu a op\u00e7\u00e3o: ou bem que o galego oficial usava a ortografia com caracter\u00edsticas espanholas (\u00ab\u00f1\u00bb, \u00abll\u00bb, \u00abz\u00bb) ou assumia a proximidade com a l\u00edngua a sul do Minho e escolhia uma ortografia com \u00abnh\u00bb, \u00ablh\u00bb, \u00ab\u00e7\u00bb, etc.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima ortografia chama-se \u00abreintegracionista\u00bb, pois tenta reintegrar o galego no espa\u00e7o dos povos de l\u00edngua galega ou portuguesa. Esta ortografia pr\u00f3xima \u00e9 quase indistingu\u00edvel do portugu\u00eas escrito, n\u00e3o fosse e uma ou outra op\u00e7\u00e3o que reflecte as diferen\u00e7as fon\u00e9ticas entre galego e portugu\u00eas (por exemplo, \u00abassocia\u00e7om\u00bb em vez de \u00abassocia\u00e7\u00e3o\u00bb).<\/p>\n<p>Note-se que os textos reintegracionistas, para l\u00e1 da ortografia, tamb\u00e9m costumam escolher um vocabul\u00e1rio mais pr\u00f3ximo do portugu\u00eas. (J\u00e1 agora, fica aqui anotado que muitas palavras perfeitamente correntes e formais em galego s\u00e3o palavras portuguesas, mas do registo popular. \u00c9 assim que temos um Sindicato Labrego Galego\u2014Comiss\u00f5es Labregas que nunca falha: deixa sempre os portugueses a rir.)<\/p>\n<p>Nesta luta entre ortografias (que decorreu durante os anos 80), ganharam os defensores da ortografia com \u00ab\u00f1\u00bb e o galego ensinado na escola \u00e9 o galego com uma ortografia bastante diferente da ortografia portuguesa. Temos \u00abA Coru\u00f1a\u00bb em vez de \u00abA Corunha\u00bb, \u00abcami\u00f1o\u00bb em vez de \u00abcaminho\u00bb, etc. No entanto, o reintegracionismo manteve-se como alternativa usada por muitos galegos. Para quem n\u00e3o conhece, pode encontrar textos em galego reintegracionista no Portal Galego da L\u00edngua.<\/p>\n<p>Esta descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o transmite, claro est\u00e1, nem a complexidade da quest\u00e3o (cada uma das op\u00e7\u00f5es inclui v\u00e1rias tend\u00eancias) nem a for\u00e7a das emo\u00e7\u00f5es que esta guerra levanta na Galiza. N\u00e3o ser\u00e1 in\u00fatil recordar que a discuss\u00e3o faz-se num contexto em que a l\u00edngua se v\u00ea a perder falantes a cada dia que passa.<\/p>\n<div id=\"attachment_3826\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3826\" class=\"wp-image-3826 size-large\" src=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo-700x507.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo-700x507.jpg 700w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo-250x181.jpg 250w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo-768x557.jpg 768w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo-120x87.jpg 120w, https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1024px-Martim_Codax_Cantigas_de_Amigo.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3826\" class=\"wp-caption-text\">Pergaminho Vindel &#8211; <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pergaminho_Vindel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Imagem: Wikipedia<\/a><\/p><\/div>\n<p>Simplificando bastante, podemos encontrar duas atitudes perante a l\u00edngua, alinhadas com a divis\u00e3o que descrevi acima:<\/p>\n<p>Muitos galegos defendem o galego enquanto l\u00edngua aut\u00f3noma, n\u00e3o querendo confundi-la com o portugu\u00eas. A separa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 velha de muitos s\u00e9culos e a l\u00edngua seguiu caminhos diferentes dos dois lados. Mesmo assim, alguns destes galegos n\u00e3o deixam de ter perfeita no\u00e7\u00e3o da proximidade entre o portugu\u00eas e o galego e aproveitam essa proximidade para ler em portugu\u00eas e conversar com portugueses.<br \/>\nOs reintegracionistas defendem que uma liga\u00e7\u00e3o mais estreita ao portugu\u00eas tem fundamentos hist\u00f3ricos e permite combater o verdadeiro perigo para o galego: a sua substitui\u00e7\u00e3o pelo espanhol, que n\u00e3o s\u00f3 lhe tira espa\u00e7o de uso social como vai tamb\u00e9m desfigurando a l\u00edngua, na pron\u00fancia e no vocabul\u00e1rio, at\u00e9 torn\u00e1-la numa mistura de galego e espanhol.<br \/>\nTudo isto \u00e9 ignorado c\u00e1 por Portugal, tirando um ou outro caso. Como disse noutro artigo, n\u00f3s olhamos para os galegos como os brasileiros olham para n\u00f3s: sabemos que existem, t\u00eam alguma import\u00e2ncia na nossa hist\u00f3ria, mas podem ser ignorados sem perigo.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o a mesma l\u00edngua ou n\u00e3o?<br \/>\nAntes de tentar responder, podemos olhar para aquilo que \u00e9 factual. Primeiro: esta pergunta s\u00f3 se faz naqueles casos em que as l\u00ednguas est\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximas que podem funcionar como l\u00edngua \u00fanica (se houver vontade).<\/p>\n<p>Segundo: existem galegos, hoje em dia, que olham para o portugu\u00eas e o galego e optam por v\u00ea-los como a mesma l\u00edngua. V\u00eaem televis\u00e3o portuguesa, l\u00eaem livros portugueses, etc. Aqui fica uma sugest\u00e3o de um livro que mostra esta perspectiva: O galego \u00e9 uma oportunidade, de Jos\u00e9 Ramom Pichel e Valentim Fagim, um livro que tenta mostrar aos galegos como a sua l\u00edngua lhes abre os horizontes para um espa\u00e7o de 200 milh\u00f5es de falantes.<\/p>\n<p>Terceiro: se consideramos o portugu\u00eas e o galego como l\u00ednguas separadas, ser\u00e3o certamente das l\u00ednguas mais pr\u00f3ximas que encontraremos em todo o mundo.<\/p>\n<p>Ainda uma curiosidade: h\u00e1 milhares de galegos que se inscrevem para aprender portugu\u00eas nas escolas de idiomas da Galiza. Porqu\u00ea? Tentei responder neste artigo. Note-se que este interesse pela l\u00edngua portuguesa vai muito para l\u00e1 das divis\u00f5es entre as duas normas da l\u00edngua galega.<\/p>\n<p>E n\u00f3s, em Portugal? Pod\u00edamos considerar o galego como outra variedade da nossa l\u00edngua, com outro sotaque, algum vocabul\u00e1rio diferente e outro nome? Pod\u00edamos, mas n\u00e3o vai acontecer: n\u00e3o h\u00e1 nem conhecimento suficiente entre os portugueses nem interesse da nossa parte. Para n\u00f3s, os galegos s\u00e3o espanh\u00f3is e isso, para a nossa consci\u00eancia hist\u00f3rica, \u00e9 algo que nos impede de imaginar qualquer tipo de comunidade, mesmo que meramente lingu\u00edstica.<\/p>\n<p>Da minha parte, n\u00e3o tenho qualquer interesse em alimentar uma rela\u00e7\u00e3o de cariz pol\u00edtico entre Portugal e a Galiza \u2014 e tamb\u00e9m n\u00e3o quero andar a dar conselhos sobre a ortografia e o vocabul\u00e1rio que os galegos devem usar. Andar a propalar a unidade do galego e do portugu\u00eas em Portugal quando, a esse prop\u00f3sito, nem os galegos se entendem parece-me n\u00e3o s\u00f3 in\u00fatil como contraproducente.<\/p>\n<p>Mas o belo da quest\u00e3o, do lado portugu\u00eas, \u00e9 que n\u00e3o temos de nos meter na discuss\u00e3o galega nem proclamar a tal unidade: cada um de n\u00f3s pode aproveitar-se impunemente da proximidade entre o galego e o portugu\u00eas. Sem grande dificuldade, podemos aceder a outra literatura e conversar, sem mudar a maneira de falar, com milh\u00f5es de vizinhos \u2014 ficamos mais pr\u00f3ximos de boa gente, boa literatura, boa conversa e boas oportunidades.<\/p>\n<p>Pessoalmente, ando a aproveitar esta proximidade. Tenho lido em galego, tenho conversado muito com galegos, tenho at\u00e9 viajado pela Galiza. Todo este texto serve como convite para que mais portugueses aproveitem esta ponte lingu\u00edstica.<\/p>\n<p>O primeiro artigo deste blogue foi sobre Manuel Rivas, um escritor galego, e foi esse escritor que escreveu as primeiras palavras que li em galego, num livro chamado Ela, maldita alma, que um dia comprei num supermercado de Vigo s\u00f3 porque sim:<\/p>\n<p>\u00abAquela primavera chegara axi\u00f1a e en demas\u00eda.<\/p>\n<p>\u00c1 hora do caf\u00e9, pola fiestra que daba \u00e1 horta, Chem\u00edn mirou a festa de p\u00e1xaros na vella maceira florida.\u00bb<\/p>\n<p>Note-se que esta \u00e9 a ortografia do galego mais distante da nossa. As op\u00e7\u00f5es vocabulares soam-nos estranhas \u2014 mas deliciosas. N\u00e3o precisei de aulas para ler o livro, apesar das saborosas diferen\u00e7as, tal como n\u00e3o precisei de aulas para ler o livro Outra idea de Galicia, de Miguel-Anxo Murado. Foi a minha leitura de h\u00e1 umas semanas e recomendo-a vivamente. \u00c9 um livro interessant\u00edssimo para quem gosta de boa escrita, queira ou n\u00e3o saber mais sobre a Galiza.<\/p>\n<p>Para terminar, uma confiss\u00e3o: n\u00e3o consigo aprender galego. Ou seja, por mais que leia galego e converse com galegos, as palavras que me saem s\u00e3o sempre as minhas\u2026 E chegam! Talvez esta confiss\u00e3o seja a minha resposta \u2014 pessoal\u00edssima \u2014 \u00e0 pergunta do t\u00edtulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto publicado originalmente em <a href=\"https:\/\/certaspalavras.pt\/o-galego-e-o-portugues-sao-a-mesma-lingua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Certas Palavras<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Portugu\u00eas e galego, os dois hoje s\u00e3o considerados por alguns a mesma l\u00edngua e por muitos um&#8230;","protected":false},"author":4,"featured_media":3826,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,20,57],"tags":[850,845,846,847,851,176,79,848,849],"class_list":["post-3824","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-aprendizagem","category-historia","category-portugues","tag-angola","tag-galego","tag-galicia","tag-galiza","tag-mocambique","tag-portugal","tag-portugues-2","tag-real-academia-espanola","tag-real-academia-galega"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3824"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3829,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824\/revisions\/3829"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.languagetrainersbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}