Uma Série Turca que Está no Netflix Vai Fazer Você Viajar

Continuando nossos artigos sobre séries e línguas, nesse fim de semana de quarentena, assisti a série turca O Segredo do Templo, quem também é conhecida como The Gift (em inglês) ou Atiye (nome original da produção) que é um deleite para quem gosta de ver coisas diferentes mostrando muito da Turquia em uma trama mística e claro, tudo em turco.

Inicialmente vamos fazer um esclarecimento: a língua turca não é uma língua árabe, e não tem nada relacionado com ela. Muitas vezes no brasil confundimos sírios-libaneses e outras nacionalidades árabes com turcos pela seguinte razão:

 

No início do século passado quando grandes ondas de imigração chegavam ao Brasil, muitos libaneses, sírios, palestinos, jordanianos e armênios chegavam ao país com um passaporte turco pois todas essas nacionalidades estavam sob o domínio do Império Turco Otomano.

Na entrada do país eles foram batizados com a palavra mais desagradável para eles, a de “turco”, pois logicamente há anos os turcos haviam dominado e subjugado os seus países. Por muitos anos e o costume ainda é seguido em alguns países, os imigrantes árabes são chamados de turcos.

 

Agora vamos para a série que se desenvolve nessa trama:

 

A série é uma adaptação do romance Dünyanın Uyanışı de Şengül Boybaş conta a história de Atiye, uma pintora de Istambul, embarca em uma jornada pessoal através de um estranho símbolo que ela pinta ao longo de sua carreira, e a aparição de uma garota com uma estrela na testa enquanto descobre segredos universais sobre um sítio arqueológico do templo de Göbekli Tepe, da Anatólia (região ao Sul da Turquia) e sua ligação com seu passado.

 

Imagem: Wikipedia

 

Trailer

 

O templo realmente existe o seu nome em turco quer dizer: monte com barriga ou monte com umbigo, é considerado o templo mais antigo do mundo com cerca de 12.000 anos de idade.

 

Imagem: Wikipedia

 

Atualização

 

A segunda temporada da série já está disponível na plataforma Netflix.

 

 

A 2ª temporada da série turca de mistério/arqueologia já está disponível em outros oito episódios, e é imediatamente muito mais envolvente, em parte porque está construindo sobre o que já sabemos sobre este mundo e esses personagens, e também porque seu gancho é que Atiye (Beren Saat) foi empurrado para uma realidade diferente povoada por versões ligeiramente distorcidas dos personagens existentes (teoria dos universos paralelos como já vimos em séries como Fringe e The OA)

Para todos os efeitos, ela nunca existiu aqui. Seu pai, Mustafa (Civan Canova), ainda é policial, mas nunca se casou ou teve filhos; ele se torna um aliado simpático para Atiye quando ela começa a juntar as peças desse novo normal, que inclui conseguir um emprego como ajudante de Cansu (Melisa Senolsun), agora se autodenominando Elif, que mantém um relacionamento secreto com Ozan (Metin Akdülger ) apesar de ser sua irmã adotiva.

 

Sobre o templo que é um dos protagonistas da série, abaixo você encontrará dois documentários (dublados em português) sobre o tempo:

 

 

 

Em contraste a essa escavação arqueológica, a trama é desenvolvida em Istambul, a cidade que é metade Europa metade Ásia, separada pelo estreito de Bósforo, mostrando uma Turquia moderna, bem ocidentalizada, e como é o dia a dia em uma das cidades mais belas do mundo.

 

Imagem: Flickr

 

Uma dica para assistir a série é a concentração! Não da para acompanhar tudo com o celular na mão, já que tudo é em turco, língua que não possui nenhuma semelhança com o português (e nem mesmo com o inglês) perder uma fala ou um pedacinho de uma explicação pode fazer com que você não entenda parte do que está acontecendo.

 

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O Idioma Turco

A língua turca pertence ao ramo Altay da família lingüística Ural-Altaica, assim como as línguas finlandesa e húngara. É falada por cerca de 88 milhões de pessoas, principalmente na Turquia, e também no norte de Chipre, Alemanha (quase 2 milhões de falantes), Bulgária e outros países.

É uma língua da família do mongol e foi trazida à Turquia através das invasões de Genghis Khan.

Até 1928 foi escrito com uma versão perso-árabe conhecido como escrita turco otomano. Em 1929 muda do alfabeto árabe para o alfabeto latino, e agora, assim como nós e até usam o C cedilha (Ç) e o S cedilha (Ş) também, além de outros símbolos como trema e acento circunflexo de cabeça para baixo: Ğ, Ö, Ü.

 

Imagem: Wikipedia

 

 

Se você tem mais de 30 anos, viveu o “boom” das músicas árabes no Brasil (e talvez no mundo) com cantores como Kaled etc. Nessa “sacola” de músicas orientais colocaram uma música turca (mais uma vez misturando turco com árabe) e que muita gente dançou e mandou beijos, por a música era conhecida com “O melô do beijinho” do cantor turco Tarkan e a música se chama Şımarık.

 

 

Bom, a dica está dada: série turca, paisagens deslumbrantes, idioma desconhecido por muitos de nós falantes de português.

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